Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

… O CAVALO QUE QUERIA SER LIVRE …

Photobucket 

 

Algures na quinta, o Malaquias, o cavalo mais garboso da quinta, era lindo!

Tinha o pelo cor de neve, os olhos acastanhados e a crina muito branquinha.

Tinha nascido e crescido naquela quinta e era muito bem tratado.

No verão, pela manhã, ia para o pasto e à tarde dava sempre um passeio, dentro da quinta. No inverno, só saía quando o tempo o permitia e era uma época do ano triste para ele. Olhava ao longe as montanhas tocando o céu e pensava que havia outro mundo fora dos muros da sua quinta e que ele adorava conhecer! Mas o tempo passava lentamente e todos os dias era a mesma rotina…

No fim de cada ano agrícola, havia uma festa, com churrasco e música e como aquela quinta era a mais importante da região, era sempre ali que se realizava, com todos os agricultores e familiares. Era um dia em cheio. Havia conversas no ar, gargalhadas e muita dança. Depois do trabalho de todo o ano, era agradável poderem esquecer um pouco a labuta diária e divertirem-se à grande.

Também era o dia em que os portões da quinta estavam abertos todo o dia, para receber todos os que quisessem aparecer na festa.

Então o Malaquias pensou que seria o dia ideal para fugir e ir em busca da liberdade e da aventura. Se assim o pensou, melhor e mais depressa o fez. Aproveitando a alegria e a descontracção de todos, em dia de festa, conseguiu sair do estábulo e transpor os portões, sem que ninguém desse por isso.

A sua primeira reacção ao sentir-se livre foi de extrema alegria, pois ia concretizar um sonho de tanto tempo. Sem olhar para trás galopou, galopou até ao sopé das montanhas que ele só via ao longe e que, agora, estavam ao seu alcance. Parou, sentindo o vento delicioso no focinho e na sua crina toda alvoraçada. Nas suas patas estava a erva mais verdinha que jamais tinha visto e logo se pôs a come-la. Mais à frente corria um pequeno riacho que lhe saciou a sede. Estava feliz, deliciado com a sua nova vida.

Todo o dia passeou, a trote ou a galope, por toda a planície, até que à tardinha encontrou um grupo de cavalos selvagens, que ao princípio, foi com um ar de desconfiança que o fitaram, mas dado o aspecto do Malaquias ser de um cavalo bem tratado, logo o aceitaram no grupo. Fizeram uma rodinha em volta dele e quiseram saber como tinha sido a sua vida até ali. Logo o Malaquias lhes contou que era feliz na quinta pois era bem tratado e acariciado, mas que sempre tivera a vontade de ser livre, poder galopar pela planícia. “pois aqui, disseram logo, os seus novos companheiros, vais ter muita emoção todos os dias. Temos sempre um pasto maravilhoso, o riacho com água límpida e este ar limpo e saudável, que fazem de nós as criaturas mais felizes do mundo animal”. “Vamos ensinar-te todos os trilhos; todos os truques para conseguires escapar à perseguição dos homens; vamos levar-te ao bosque mais lindo que há e vais sentir toda a calma da natureza.

E o Malaquias concordava.

Era o que ele queria, galopar sem destino, sem prisões, poder apreciar o sol benéfico, o vento, os cheiros da terra, da erva, das plantas. Conhecer outros animais, fazer amizades, partilhar tudo em grupo e acordar todas as manhãs com vontade de conquistar o mundo!

E assim foi e assim começou uma nova vida para o Malaquias. O tempo foi passando e quase já não se lembrava da sua prisão dourada da quinta.

No grupo dos cavalos selvagens havia uma égua linda, de seu nome Pérola, que desde o primeiro dia e do primeiro olhar, houve uma magia entre ela e o Malaquias.

Conversavam enquanto andavam pela planície e a amizade do princípio, transformou-se em amor.

Andavam sempre juntos e relinchavam de felicidade quando os focinhos se uniam e as crinas se juntavam.

Todo o grupo estava feliz pela união de mais um casal, pois tinham aprendido a gostar verdadeiramente do Malaquias e este estava felicíssimo com o seu amor e, sobretudo, porque tinha conquistado a sua Liberdade. Photobucket

publicado por tiaGracinha às 14:14
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De belita a 12 de Fevereiro de 2010 às 15:52
então dizes tu que não te entendes com o computado e tens um blog?! Está muito giro sim senhor e inda me vais ensinar como fizeste. A Cláudia avisou,, entrei no Google e lá me apareceueram as historinhs da Tia Gracinha, gostei. Um Xi coração. Hoje a Bá´foi para o colégio mascarada de polícia da história do Nody, muito convencida do seu papel; vá, conta uma para a Bábela que tambem gosta muito de histórias. Continua, está interessante e criativo, parabens, bjs
De Belita a 12 de Fevereiro de 2010 às 15:58
ressalvando, os erros ortográficos são culpa do meu teclado que é perro, só martelando imprimo as letras. tambem estou ligeiramente às escuras. xi-coração

Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. ... Elefante Sansão ...

. ... O Leão Curica ...

. ... A ARANHA GENOVEVA .....

. ... A FORMIGUINHA SONHAD...

. ... O RATO DA CIDADE ...

. … A PULGUINHA BRINCALHONA...

. … PATA CHICA E O PATO PAT...

. …A TARTARUGA BABUSKA …

. … O CAVALO QUE QUERIA SER...

.arquivos

. Junho 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds