Sábado, 31 de Outubro de 2009

…A TARTARUGA BABUSKA …

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… Algures no quintal …

Era uma linda e grande tartaruga que se chamava Babuska.

A sua carapaça tinha uns desenhos geométricos que eram um encanto e acentuava mais a sua beleza. Vivia num grande lago, no jardim de uma casinha de campo, com relva e flores. A Babuska adorava lá viver, andar com o seu passo lento, por cima daquela relva fofinha e apanhar um bom bocado de sol. A sua cabecinha sempre de fora da carapaça e atenta a qualquer barulho, para se esconder ao mais leve sinal de perigo. Depois, lá voltava para os eu lago, dando grandes mergulhos na água fresca.

Um dia, estava a Babuska na beira do lago e algo lhe chamou a atenção: uma claridade, vinda da cozinha através da porta aberta. “O que seria quilo? Pôs-se a pensar! Resolveu ir investigar e com o seu passo lento conseguiu entrar na cozinha e ficou deslumbrada. Daquela caixa, que lhe pareceu um aparelho de televisão, saiam várias imagens e sons.

A música linda, que acompanhava os desenhos de vários animais a andar. Logo arranjou um cantinho na cozinha que ninguém descobrisse e ela pudesse ver as imagens daquela caixa mágica. Viu programas fantásticos, com imagens maravilhosas, como belos jardins públicos com pessoas a passear, crianças a brincar, cães loucos com bolas e correndo atrás dos outros, os passarinhos vinham de mansinho à espera de encontrarem uma migalha de pão ou bolo, patinhos a nadarem nos lagos, etc.

Depois vinham imagens da bela África, com os seus safaris e passeios através da selva para se poder ver os animais no seu habitat. Mergulhadores que desafiavam as profundezas do mar, à procura de corais e animais raros de verdadeira beleza e com as mais variadas cores e desenhos. Um dia até viu uma sua prima, a Tartaruga Gigante e ficou extasiada ao vê-la. Pássaros a voar por cima do oceano, nos seus ciclos migratórios, à procura do calor, fugindo assim, ao inverno rigoroso.

Viu países lindos, povos nómadas que andavam com as tendas às costas, com os seus cães ou renas, índios nus nas florestas brasileiras, aborígene da Austrália, cangurus aos saltos. Apreciou a neve e a vida dos esquimós. Uma paisagem branca lindíssima; aqui e ali, via-se a figura pesada de um urso polar; alguma mota de neve levantando nuvens de minúsculas gotas de água na ua passagem.

Enfim!

Tanta coisa tão linda e tão maravilhosa, que a nossa Babuska estava verdadeiramente feliz e não saia do seu esconderijo, nem para dar um mergulho no seu lago. Os dias foram passando, certos programas da televisão também…

Mas um belo dia, qual não foi o espanto da Babuska, começaram a aparecer na tal caixa mágica, imagens horríveis de uma qualquer guerra, que estava acontecendo no mundo.

Viu clarões de bombas a rebentarem no chão, levantando nuvens enormes de pó; homens armados com grandes metralhadoras, matando-se uns aos outros. Aviões de combate dando voos rasantes e lançando bombas.

Um caos total!

Uma total desarmonia!

A Babuska nem queria acreditar que pudesse haver tanta maldade e loucura no mundo e no seu passinho lento resolveu voltar de vez para o seu pequeno lago no jardim, daquela casinha de campo.

… Era bem mais feliz na paz do seu lago …

 

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publicado por tiaGracinha às 08:12
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

… O CAVALO QUE QUERIA SER LIVRE …

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Algures na quinta, o Malaquias, o cavalo mais garboso da quinta, era lindo!

Tinha o pelo cor de neve, os olhos acastanhados e a crina muito branquinha.

Tinha nascido e crescido naquela quinta e era muito bem tratado.

No verão, pela manhã, ia para o pasto e à tarde dava sempre um passeio, dentro da quinta. No inverno, só saía quando o tempo o permitia e era uma época do ano triste para ele. Olhava ao longe as montanhas tocando o céu e pensava que havia outro mundo fora dos muros da sua quinta e que ele adorava conhecer! Mas o tempo passava lentamente e todos os dias era a mesma rotina…

No fim de cada ano agrícola, havia uma festa, com churrasco e música e como aquela quinta era a mais importante da região, era sempre ali que se realizava, com todos os agricultores e familiares. Era um dia em cheio. Havia conversas no ar, gargalhadas e muita dança. Depois do trabalho de todo o ano, era agradável poderem esquecer um pouco a labuta diária e divertirem-se à grande.

Também era o dia em que os portões da quinta estavam abertos todo o dia, para receber todos os que quisessem aparecer na festa.

Então o Malaquias pensou que seria o dia ideal para fugir e ir em busca da liberdade e da aventura. Se assim o pensou, melhor e mais depressa o fez. Aproveitando a alegria e a descontracção de todos, em dia de festa, conseguiu sair do estábulo e transpor os portões, sem que ninguém desse por isso.

A sua primeira reacção ao sentir-se livre foi de extrema alegria, pois ia concretizar um sonho de tanto tempo. Sem olhar para trás galopou, galopou até ao sopé das montanhas que ele só via ao longe e que, agora, estavam ao seu alcance. Parou, sentindo o vento delicioso no focinho e na sua crina toda alvoraçada. Nas suas patas estava a erva mais verdinha que jamais tinha visto e logo se pôs a come-la. Mais à frente corria um pequeno riacho que lhe saciou a sede. Estava feliz, deliciado com a sua nova vida.

Todo o dia passeou, a trote ou a galope, por toda a planície, até que à tardinha encontrou um grupo de cavalos selvagens, que ao princípio, foi com um ar de desconfiança que o fitaram, mas dado o aspecto do Malaquias ser de um cavalo bem tratado, logo o aceitaram no grupo. Fizeram uma rodinha em volta dele e quiseram saber como tinha sido a sua vida até ali. Logo o Malaquias lhes contou que era feliz na quinta pois era bem tratado e acariciado, mas que sempre tivera a vontade de ser livre, poder galopar pela planícia. “pois aqui, disseram logo, os seus novos companheiros, vais ter muita emoção todos os dias. Temos sempre um pasto maravilhoso, o riacho com água límpida e este ar limpo e saudável, que fazem de nós as criaturas mais felizes do mundo animal”. “Vamos ensinar-te todos os trilhos; todos os truques para conseguires escapar à perseguição dos homens; vamos levar-te ao bosque mais lindo que há e vais sentir toda a calma da natureza.

E o Malaquias concordava.

Era o que ele queria, galopar sem destino, sem prisões, poder apreciar o sol benéfico, o vento, os cheiros da terra, da erva, das plantas. Conhecer outros animais, fazer amizades, partilhar tudo em grupo e acordar todas as manhãs com vontade de conquistar o mundo!

E assim foi e assim começou uma nova vida para o Malaquias. O tempo foi passando e quase já não se lembrava da sua prisão dourada da quinta.

No grupo dos cavalos selvagens havia uma égua linda, de seu nome Pérola, que desde o primeiro dia e do primeiro olhar, houve uma magia entre ela e o Malaquias.

Conversavam enquanto andavam pela planície e a amizade do princípio, transformou-se em amor.

Andavam sempre juntos e relinchavam de felicidade quando os focinhos se uniam e as crinas se juntavam.

Todo o grupo estava feliz pela união de mais um casal, pois tinham aprendido a gostar verdadeiramente do Malaquias e este estava felicíssimo com o seu amor e, sobretudo, porque tinha conquistado a sua Liberdade. Photobucket

publicado por tiaGracinha às 14:14
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